Entenda antes de decidir
Explante de silicone: por onde começar?
O explante é a retirada dos implantes mamários. O motivo da retirada, as condições das próteses e dos tecidos e as expectativas sobre a forma das mamas orientam o planejamento.
- A aparência após a retirada depende dos tecidos existentes e das mudanças ocorridas ao longo do tempo.
- Retirar a prótese e remodelar a mama são decisões relacionadas, mas diferentes.
- Não é possível prometer melhora de todos os sintomas após a retirada.
A indicação depende de avaliação individual.
Conversar pelo WhatsAppEntenda as diferenças
Retirada isolada ou com remodelação?
Use a comparação para organizar suas dúvidas. Ela não define qual cirurgia é indicada para você.
A indicação, os riscos e as alternativas dependem de avaliação individual.
- ASPS — Resultados e limites do explante — orientação institucional.
- FDA — Relatos de sintomas sistêmicos em pessoas com implantes — orientação institucional.
As respostas abaixo mantêm suas referências específicas. Orientações institucionais e estudos científicos têm finalidades diferentes; nenhum deles prevê o resultado individual.
Entender o motivo é o primeiro passo
O explante consiste na retirada dos implantes. As características das próteses, o estado das mamas e o histórico de saúde orientam a avaliação. Quando há sintomas ou preocupações de saúde, eles precisam ser investigados, sem atribuir previamente sua causa aos implantes.
O valor da consulta
O que vamos conversar e avaliar
- O motivo da retirada, seu histórico e as informações disponíveis sobre as próteses.
- A abordagem dos implantes e da cápsula, conforme a indicação individual.
- A forma das mamas após a retirada e a possibilidade de procedimentos associados.
A consulta é um espaço para esclarecer dúvidas e avaliar possibilidades. Agendar não significa assumir um compromisso com a cirurgia.
Sua história, seus objetivos e o exame orientam essa conversa. Leve também dúvidas sobre cicatrizes, alternativas e acompanhamento — não é necessário chegar com uma técnica escolhida.
O que a retirada pode e não pode oferecer
A retirada não garante melhora de sintomas nem o retorno à aparência anterior aos implantes. Alterações de volume e pele, cicatrizes e riscos precisam ser considerados. A técnica de retirada da cápsula não deve ser definida como uma regra para todos os casos.
A indicação, a recuperação e os resultados dependem de cada caso. Riscos e alternativas serão discutidos na avaliação médica.
Uma decisão bem informada
Prepare suas dúvidas para a consulta
A conversa começa pelos motivos do explante. Exames, histórico cirúrgico e características da mama ajudam a discutir a retirada e a eventual necessidade de outra abordagem.
- Qual é o principal motivo para desejar a retirada?
- Quando operou e qual é o modelo das suas próteses?
- Que mudanças de volume e forma você considera aceitáveis?
Leve essas perguntas à consulta. Você não precisa chegar com uma técnica escolhida.
Converse sobre o explante com clareza.
Agende uma avaliação e, se tiver, leve exames e informações sobre os implantes e cirurgias anteriores.
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Perguntas
frequentes
Como as mamas podem ficar depois da retirada das próteses?
Resposta em resumo
O formato depende do tamanho do implante retirado, da quantidade de tecido mamário e da elasticidade da pele. Pode haver perda de projeção, flacidez, assimetrias ou irregularidades. A avaliação pré-operatória ajuda a discutir essas possibilidades e a necessidade de remodelação.
O resultado não deve ser julgado nas primeiras semanas: edema e acomodação dos tecidos modificam a aparência. A ASPS informa que a evolução até o resultado final pode levar até um ano. Esse é um intervalo de orientação, não um prazo garantido para todas as pacientes.
Fontes e leitura científica
-
American Society of Plastic Surgeons (ASPS). Breast Implant Removal Results. Orientação institucional. Acessar a referência.
O que é contratura capsular, qual o risco e como é tratada?
Resposta em resumo
O organismo forma uma cápsula de tecido ao redor do implante. Quando ela se torna excessivamente firme e contrai, pode alterar o formato ou causar dor: isso é contratura capsular. Na classificação de Baker, o grau I corresponde à mama normal; o II apresenta maior firmeza sem deformidade evidente; III e IV são formas clinicamente mais importantes, com deformidade e, no IV, dor.
O risco varia com o tempo e com o contexto. Na coorte MemoryGel, o risco acumulado estimado de contratura Baker III/IV em dez anos foi de 12,1% no aumento primário e 24,4% na revisão de aumento. São resultados de um dispositivo e de uma população específicos, não a taxa prevista para cada paciente.
Uma série retrospectiva diferente, com 856 pacientes e seguimento médio de 14,9 meses, encontrou 2,8% de contratura. As taxas não são diretamente comparáveis: o período observado e as características dos estudos mudam. Não seria correto concluir que o risco desaparece após os primeiros anos.
A origem é multifatorial. Técnica, sangramento, inflamação, características do implante e fatores da paciente podem participar. Medidas preventivas são importantes, mas a ocorrência de contratura não comprova erro técnico.
O tratamento depende dos sintomas e dos achados. Formas leves podem ser acompanhadas. Casos com dor ou deformidade podem exigir cirurgia da cápsula, retirada ou troca do implante e eventualmente mudança de plano. Tratamentos medicamentosos fora de bula têm evidência limitada e não devem ser apresentados como cura estabelecida. Montelucaste, por exemplo, tem alerta da FDA para efeitos neuropsiquiátricos graves. Ultrassom terapêutico e massagens tampouco substituem uma avaliação diagnóstica ou uma cirurgia indicada.
Endurecimento novo, especialmente acompanhado de líquido, massa ou aumento tardio da mama, precisa de investigação antes de ser atribuído apenas à contratura.
Fontes e leitura científica
-
Caplin DA et al. MemoryGel Breast Implants: Final Safety and Efficacy Results after 10 Years of Follow-Up. Plast Reconstr Surg. 2021;147(3):556–566. PMID: 33620918. Coorte prospectiva de dispositivo específico. Acessar a referência.
-
Blount AL et al. Capsular contracture rate in a low-risk population after primary augmentation mammaplasty. Aesthet Surg J. 2013;33(4):516–521. DOI: 10.1177/1090820X13484465. Coorte retrospectiva. Acessar a referência.
-
FDA. FDA requires Boxed Warning about serious mental health side effects for asthma and allergy drug montelukast. 2020. Alerta de segurança. Acessar a referência.
-
FDA. Risks and Complications of Breast Implants. Informação de segurança. Acessar a referência.
“Doença do silicone” e sintomas sistêmicos são a mesma coisa que linfoma?
Resposta em resumo
Os sintomas sistêmicos relatados como “doença do silicone” ou breast implant illness (BII) são diferentes do linfoma BIA-ALCL. Algumas pacientes relatam fadiga, dores musculares ou articulares e dificuldades de concentração, entre outras queixas.
Ainda não existe um exame específico que confirme BII nem critérios diagnósticos universais. A investigação precisa acolher os sintomas e procurar outras causas possíveis, sem atribuir automaticamente toda alteração ao implante ou descartar a queixa porque os exames iniciais estão normais.
Há relatos de melhora após explante em parte das pacientes, mas não se pode garantir resolução completa nem prever com certeza quem melhorará. Notificações espontâneas ajudam na vigilância, porém não permitem calcular quantas usuárias desenvolverão sintomas ou comprovar causalidade.
Se houver indicação de discutir retirada, a decisão considera seus sintomas, investigação realizada, características da prótese e riscos da nova cirurgia. O tratamento da cápsula também deve ter indicação própria; não é adequado prometer que uma técnica específica de explante curará todos os sintomas.
Fontes e leitura científica
-
FDA. Medical Device Reports for Systemic Symptoms in Women with Breast Implants. Informação de tecnovigilância. Acessar a referência.
-
FDA. Things to Consider Before Getting Breast Implants. Orientação para decisão informada. Acessar a referência.
Como ficam as cicatrizes (em T, ao redor da aréola)?
Resposta em resumo
Os padrões mais conhecidos são o periareolar, o vertical e o T invertido. A escolha considera excesso de pele, formato, posição da aréola e qualidade dos tecidos.
Periareolar: a incisão fica ao redor da aréola e atende situações selecionadas de correção limitada. Uma cicatriz menor não significa que seja a melhor opção para toda queda.
Vertical: combina a cicatriz ao redor da aréola com uma linha até o sulco. Pode ser utilizada em diferentes graus de remodelação, conforme a técnica.
T invertido: acrescenta uma linha horizontal no sulco, permitindo tratar maior excesso de pele e determinadas formas de mama.
Todas são permanentes. Podem clarear e se tornar menos perceptíveis, mas também podem alargar, ficar elevadas ou exigir tratamento. O objetivo é um desenho adequado à correção necessária; limitar a incisão além do que a anatomia permite pode comprometer a forma. A marcação pré-operatória mostra a previsão, sem garantir invisibilidade da cicatriz.
Fontes e leitura científica
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ASPS. Breast Lift Procedure Steps. Orientação institucional. Acessar a referência.
Por quanto tempo dura o resultado? A mama “cai” de novo?
Resposta em resumo
O levantamento melhora a posição e o formato, mas a mama continua mudando com o tempo. Envelhecimento, características da pele, peso do tecido e novas gestações podem modificar o resultado.
Alguma acomodação é esperada. Ela não deve ser confundida automaticamente com uma falha, mas alterações importantes ou insatisfação persistente precisam de avaliação. Não existe prazo universal de duração nem técnica capaz de impedir toda queda futura.
Manter peso relativamente estável e planejar o momento da cirurgia em relação a futuras gestações ajuda a preservar o resultado. Sutiãs podem oferecer conforto e suporte, mas não devem ser apresentados como garantia comprovada contra recidiva.
Na consulta, discutimos a qualidade dos tecidos e a possibilidade de mudanças ou revisão. Quando há implante, também entram no planejamento suas características e necessidade de acompanhamento.
Fontes e leitura científica
-
ASPS. Breast Lift Results. Orientação institucional. Acessar a referência.
Informação para decidir
Uma dúvida de cada vez
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Mastopexia sem prótese
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